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Como chegamos ao Natal

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O Natal é a festa cristã mais popular de hoje, embora no início do cristianismo ela não existisse.

O ciclo litúrgico da natividade foi elaborado pouco a pouco durante os séculos numa miscelânea de narrativas quer do oriente quer  do ocidente.

Comment Noël est devenu NoëlNotemos que os evangelhos não referem nunca a data de nascimento de Jesus.
    Nos primeiros séculos do cristianismo, não se celebrava o nascimento de Jesus, preferindo os cristãos celebrar a sua memória por ocasião da Páscoa (fazei isso em memória de mim)

Apenas a partir do século IV se fez sentir a necessidade de festejar o nascimento de Cristo, definido como “verdadeiro homem e verdadeiro Deus”, num contexto de polémicas de altura onde se intensificavam os debates sobre a figura fundacional do cristianisnmo

Apesar dos evangelho não referirem a data do nascimento de Jesus

Les Évangiles ne disent rien de la date de la naissance de Jésus. À Alexandrie et dans certaines Églises d’Orient, on commença dès le IIe si, na Alexandria e nas Igrejas do oriente começou no século II a celebrar-se a festa da Epifania: isto é, a festa da “manifestação de Deus, celebrada a 6 de Janeiro.

A igreja apostólica arménia festeja ainda hoje esta data. Contudo no Ocidente foi escolhida a data de 25 de dezembro, dia do solstício de inverno, segundo o calendário romano em vigor na época.

Este dia era dia de festas para variadas tradições sob o jugo do império romano: em Roma celebrava-se o nascimento do deus Mitra, uma divindade respeitada pela cultura persa; também se celebrava nesta cidade o Sol Invictus.

Nos países germânicos era o dia da festa de YULE no decurso da qual o deus Heimdall recompensava com presentes as crianças que se tinham portado bem…

Para os cristãos que acreditam que Jesus  é a “luz do mundo” (Jo´+ão, 8,12) e o “sol de justiça” (Malaquias 4,2), a data de solstício de inverno foi aceite progressivamente de modo que a primeira clebração atestada do nascimento de Jesus aconteceu a 25 de dezembro , em Roma no ano 336.

Natal, festa obrigatória em 506

No século IV, Constantino, primeiro, (272-337) estando no comando do império romano instaura pelo édito de Milão, em 313 uma “era de paz para o cristianismo”.

Nessa altura começam as peregrinaçóes à Terra Santa onde se procura encontrar os locais referidos pela narrativa cristão, nos evangelhos, sobretudo.

Em 325, Constantino ordena a sua mãe Helena que construa três basílicas em Jerusalém nos locais cruciais da fé cristã.

Sobre cada local de pererginação elabora-se uma liturgia adaptada ao local e ao acontecimento celebrado seguindo a cronologia dos evangelhos que influenciarão a prática de outras igrejas.

E assim o ciclo do Natal se impõe no calendário, o advento aparece no fim do século IV correspondendo ao tempo da qauresma que precede a festa da Páscoa.

De seis semanas fixa-se em quatro fechando-se o ciclo na celebração do baptismo de Cristo no domingo que segue o dia 6 de Janeiro, dia da epifania!

Em 506, o concílio de Agde torna o Natal uma festa obrigatória. Vinte e três anos depois, o imperador Justiniano define o 25 de dezembro como feriado.

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