COMPARTILHE

As anedotas do Fernando Rocha – Depois de referirmos aqui a “particular acutilância” cultura da Câmara em apoiar o espectáculo humorístico do senhor Rocha, agora soubemos que a autarquia o pagou sem cuidar de dali tirar proveito em seu favor ou de terceiros.

Também se conheceu que antecipadamente o PSD chamou a atenção da autarquia para verificar se o mesmo espectáculo se coadunava com a visão cultural assumida.

E concluindo que não aproveitou para reforçar a “necessidade da criação de um conselho municipal da cultura”.

Ao memso tempo o mesmo partido considerou que o espectáculo promovido e apoiado pela Câmara  “se enquadra num modelo económico empresarial (…) não vislumbrandoa necessidade de apoios financeiros do Município”.

O investimento avultado, para os fins, do Município neste espectáculo também levou o PSD a questionar a actual tendência do município “permanecer numa constante concorrência com as comissões de festas e associações na realização de eventos de cariz puramente popular e comercial. (Ver caso da feira de São Martinho em manifesta e directa concorrência com as festas religiosas e populares sobre o mesmo santo em Frazão).

O que pagou a Câmara para o P100PÉ

. Disponibilização de som e luz necessários para a realização do evento;

. Assegurar a Polícia Municipal (4 Agentes)

.Disponibilização do espaço e de todos os equipamentos, que devrá incluir: palco, salas de apoio para camarins e produção do espectáculo, bem como, os recursos humanos necessários à sua execução;

. Conceder dispensa de pagamento das taxas municipais a que haja lugar;

Contrapartida da empresa produtora

Publicitar o evento objecto do presente contrato, fazendo referência ao apoio do Município, designadamente através da inclusão do restectivo logotipo, em todos os suportes gráficos de promoção ou divulgação da actividade, bem como em toda a informação difundida nos diversos meios de comunicação.

A justificação da CMPF para apoiar

O Município de Paços de Ferreira (…) tem por atribuições a promoção e salvaguarda dos interesses próprios das respectivas populações, designadamente, nos domínios da promoção do desenvolvimento, cultura e tempos livres;

Neste âmbito, compete à Câmara Municipal deliberar sobre as formas de apoio a entidades e organismos legalmente existentes, nomeadamente com vista à realização de eventos e, bem assim, apoiar activdades de natureza cultural, recreativa ou outra, de interesse para o Município.

Por fim

Dado o arrazoado acima explícito, propomos aos leitores uma análise atenta de modo a definirem ou encontrarem qual foi o “interesse para o Município” deste acontecimento?

As anedotas do Fernando Rocha


VER ARTIGO de 4 de NOVEMBRO: