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No mistério da encarnação, temos resposta infinitamente maior e superior a qualquer indagação que possa ser sugerida pelas criaturas humanas

Ele quer de nós a sua centralidade, num visível e favorável ambiente, com as marcas da simplicidade, da modéstia e do comedimento, no amor ao próximo, começando com o mais próximo.

Que o Natal, verdadeiramente cristão, encontre eco em nós, não deixando espaço para aquela profética palavra de João Batista na sua pregação: “raça de víboras” (cf. Mt 3, 7ss).

Lugar, sim, para que o anúncio, incómodo e provocador de João Batista, deixe clara a necessidade de contrariar a realidade contraditória vivenciada por ele, no acolhimento do seu clamor, naquilo que causa enorme prejuízo à íntegra mensagem por ele proclamada, dizendo não à indiferença.

Notória é a necessidade de um cristianismo longe da indiferença, que tanto mal fez e continua fazendo, mas um cristianismo com Cristo.

Repetindo: ele no centro, porque a “vida eterna que estava no Pai se manifestou” na comunidade dos baptizados, na disposição de preparar o caminho do Senhor.

O Nosso tempo, mais do que nunca, requer dos corações encascalhados, pelas ilusórias vantagens do mundo, que se neutralizem a insensibilidade e a indiferença, na confiança de um “Deus que é luz e nele não há vestígio de trevas” (1 Jo 1, 1-5).

No mistério da encarnação, temos resposta infinitamente maior e superior a qualquer indagação que possa ser sugerida pelas criaturas humanas.

Deus mesmo, pelo Filho, mergulha na nossa vida finita, passageira e relativa; mergulha na nossa miséria.

Pensemos, pois, no Deus que, sendo infinito e absoluto, sofre connosco e com toda a humanidade, num amor ilimitado.

É a redenção no nosso meio, como diz São João: “De tal modo Deus amou o mundo, que, por ele, entregou seu Filho único” (Jo 3, 16).


O Natal Cristão